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03/04/2017 16:28:00 - Atualizado em 03/04/2017 16:33:00 -

Acar liderou quedas no exterior em maro

Diante de um dlar mais 'comportado', os fundamentos se sobrepuseram no ms passado, pressionando as cotaes da maior parte das commodities agrcolas. Na bolsa de Chicago, os gros caram sob o peso da oferta global abundante com a soja caminhando rumo ao menor nvel em seis meses. 
 
Em Nova York, o destaque foi a expressiva baixa do acar, refletindo o cenrio na ndia, que grande produtor e consumidor dessa commodity.
 
Levantamento do Valor Data baseado nos contratos futuros de segunda posio de entrega normalmente, os de maior liquidez mostra que o preo mdio do acar, que se valorizou bastante desde o ano passado devido ao dficit global na atual safra (2016/17), caiu de forma expressiva em maro, atingindo o menor nvel desde maio ltimo.
 
 
No ms passado, o acar recuou 11,38% ante a mdia de fevereiro para 18,03 centavos de dlar por librapeso.
 
Embora o cenrio de oferta para o longo prazo permanea apertado, o esperado corte da tarifa de importao da ndia que impulsionaria a demanda no curto prazo no aconteceu.
 
Devido quebra da safra de cana no pas asitico, a expectativa no mercado que os indianos inevitavelmente tero de buscar acar de outras partes do mundo, mas a reduo tarifria essencial para tanto.
 
Diante disso, as incertezas em relao ao "timing" e ao volume de importaes dos indianos pressionaram as cotaes, apontou o Rabobank, em relatrio trimestral.
 
Nessa conjuntura, os fundos que atuam nos mercados futuros reduziram as apostas na alta do acar. Conforme levantamento divulgado pela Comisso de Negociao de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em ingls) na ltima sexta-feira (31/04), o saldo lquido comprado dos gestores de recursos somava 56,4 mil contratos no ltimo dia 28, queda de quase 60% em maro.
 
Ainda em Nova York, os preos do caf tambm recuaram, com a mdia 3,6% inferior de fevereiro.
 
A queda das cotaes reflete a resistncia dos compradores, que esto adiando as compras, diz Thiago Cazarini, da trading Cazarini. Alm disso, a safra 2017/18 no Brasil, apesar da bienalidade negativa, est em boas condies.
 
Tambm ancorados nas apostas de baixa dos fundos , os gros negociados em Chicago fecharam maro em queda, liderados pela soja, cujo preo mdio recuou 3,87%, de acordo com o Valor Data. Por sua vez, milho e trigo caram 1,76% e 1,72%, respectivamente.
 
Segundo o analista Renato Rasmussen, do Rabobank, o recuo dos preos da soja j era esperado, tendo em vista a colheita recorde nos EUA no ciclo 2016/17, e a substancial recomposio da safra brasileira, cuja colheita est em fase final.
 
Nesse quadro, a demanda atual no suficiente para segurar os preos. Conforme o analista, o balano entre oferta e demanda deve resultar em estoques maiores.
 
A recomposio da oferta de soja fez os preos da oleaginosa romperem o "piso tcnico" de US$ 10 o bushel, destacou o analista do Rabobank. Em maro, o preo mdio da oleaginosa ainda ficou acima desse patamarem US$ 10,0678 , mas a ruptura j se consolidou, disse Rasmussen. 
 
Na sextafeira, os contratos futuros de soja para maio encerraram o dia a US$ 9,57.
 
Na avaliao do analista do Rabobank, a consolidao da oleaginosa abaixo dos US$ 10 foi reforada na sexta-feira, com a divulgao das estimativa de rea plantada nos EUA. 
 
Conforme o Departamento de Agricultura do pas (USDA), os agricultores americanos semearo 36,2 milhes de hectares com a oleaginosa na safra 2017/18, um recorde.
 
Se as condies climticas ajudarem, no h razo para imaginar que os preos da soja subam, avaliou Rasmussem. 
 
"Se tivermos um ano normal, podemos esperar que a soja fique na casa dos US$ 9,50", acrescentou ele. Para 2017, o Rabobank trabalha com um piso de US$ 9,25 o bushel para soja. Por outro lado, o milho, cujo preo mdio atingiu US$ 3,6998 em maro e US$ 3,7175 no ltimo prego do ms, pode ter encontrado um "piso", especialmente aps o USDA estimar na sexta-feira uma reduo de 4% na rea plantada em 2017/18 a soja tomar espao do milho nos Estados Unidos. 
 
"Internacionalmente, h condies at para uma leve alta do milho", avaliou o analista do Rabobank, ponderando que o cenrio outro no mercado brasileiro, onde o aumento da
produo pressionar as cotao.
 
fonte: www.valor.com.br

 







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