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05/12/2016 14:29:00 - Atualizado em 05/12/2016 14:33:00 -

Histria do Pr-Alcool contada em livro

O Programa Nacional do lcool (Prolcool), criado por decreto governamental no Brasil em novembro de 1975 e que contribuiu para impulsionar a produo de bioenergia no pas nas ltimas quatro dcadas, representa uma das maiores realizaes genuinamente brasileiras baseadas em cincia e tecnologia.
 
Esse marco s foi possvel de ser alcanado, entre outras razes, por uma profunda sinergia entre universidades e instituies de pesquisa, empresas e o governo no mbito do programa.
 
A avaliao foi feita por pesquisadores participantes do encontro Prolcool, universidades e empresas: 40 anos de cincia e tecnologia para o etanol brasileiro, realizado na FAPESP.
 
O objetivo do evento foi mostrar a histria do Prolcool, relatando a evoluo da cana e do acar no Brasil, at o uso do etanol como combustvel, no sculo XX, alm de avaliar o momento atual do etanol combustvel e as oportunidades que ainda so reservadas bioenergia de cana-de-acar.
 
Na ocasio foi lanado o livro Prolcool 40 anos, organizado por Lus Augusto Barbosa Cortez, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da coordenao do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).
 
So autores da publicao Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cientfico da FAPESP, alm de Glucia Mendes Souza, professora do Instituto de Qumica da Universidade de So Paulo (USP); Heitor Cantarella, pesquisador do Instituto Agronmico (IAC); Marie-Anne van Sluys, professora do Instituto de Biocincias da USP; e Rubens Maciel Filho, professor da Unicamp todos membros da coordenao do BIOEN.
 
No Brasil h uma tendncia de no reconhecer as grandes realizaes tecnolgicas e cientficas feitas por brasileiros. Mas, talvez, a maior realizao baseada em cincia e tecnologia do pas foi fazer com que uma frota de automveis de uma economia industrializada como a nossa seja movida por etanol, disse Brito Cruz durante palestra no evento.
 
Na avaliao dos participantes do evento e dos autores do livro, as razes para o sucesso do Prolcool devem-se no s escolha de uma cultura energtica eficiente, como a cana, alm das condies climticas e de solo existentes no Centro-Sul brasileiro, mas, principalmente, perseverana de empresrios, governo e, em grande parte, de pesquisadores que acreditaram na viabilidade tecnolgica do etanol produzido a partir da cana.
 
Quando o Prolcool foi lanado, surgiram muitas crticas e havia um grande ceticismo no mundo em relao opo do Brasil em produzir um combustvel alternativo ao petrleo, disse Cortez.
 
O governo, juntamente com os empresrios e os pesquisadores, no deu muita bola para o que o mundo pensava e decidiu persistir nessa ideia. E dificilmente o Brasil teria alcanado a autossuficincia em petrleo sem a contribuio do Prolcool, afirmou.
 
A principal motivao da criao do Prolcool foi justamente a de diminuir a dependncia brasileira do petrleo, cujo preo disparou subitamente em 1973, quando ocorreu o chamado primeiro choque do petrleo.
 
Com o passar dos anos, contudo, se observou que, alm das vantagens econmicas, o etanol da cana-de-acar apresentava uma grande vantagem do ponto de vista ambiental para o pas, porque emitia menos carbono para a atmosfera em comparao com a gasolina e outros combustveis.
 
Alm disso, foi constatado que a cana-de-acar apresentava balano energtico muito positivo a diferena entre a energia gasta para produzir a cultura, em termos da utilizada para produzir os fertilizantes utilizados no cultivo e no transporte da cana por caminhes, entre outros fatores, da energia que gera.
 
Um artigo publicado na revista Science em 1977 por Jos Goldemberg, professor do Instituto de Energia e Ambiente (IEA) da USP e presidente da FAPESP, e colaboradores, deu a primeira contribuio nesse sentido.
 
Os pesquisadores calcularam a energia gasta para produzir etanol a partir de trs diferentes culturas no Brasil: a cana, a mandioca e o sorgo sacarino.
 
Os resultados do estudo demonstraram que a cana-de-acar era a cultura mais eficiente para produo de etanol, seguida pelo sorgo sacarino e a mandioca, em razo, principalmente, do bagao.
 
Esse trabalho foi importante no pela preciso dos nmeros que apresentou, que eram muito primitivos e foram melhorados com o passar do tempo, mas porque deu maior confiana para o setor ao demonstrar o quo era importante produzir cana-de-acar porque era, efetivamente, uma maneira de capturar energia solar e que o etanol energia solar liquefeita, avaliou Goldemberg em palestra durante o evento.
 
No havia o menor interesse na comunidade acadmica, na poca, tanto por etanol, como por acar da cana, afirmou.
 
Hoje, em razo dos investimentos na produo do etanol da cana iniciados com o o Prolcool, entre as 10 maiores economias do mundo, o Brasil o pas onde as energias renovveis mais contribuem na matriz energtica, com 43,4% do total. A bioenergia da cana sozinha responde por 18,1% do total, de acordo com dados do Ministrio de Minas e Energia destacados no livro e por participantes do evento.
 
O pas tambm o maior produtor de cana-de-acar do mundo, com produo de 28 bilhes de litros de etanol na safra de 2015/2016, segundo dados da Unio da Indstria de Cana-de-Acar (UNICA).
 
Na safra 1975-1976 quando foi lanado o Prolcool , a produo brasileira de etanol foi de 555 milhes de litros.
A quantidade de cana por hectare produzida por 174 usinas da regio Centro-Sul do Brasil na safra 2016-2017 de 82 toneladas por hectare, ainda de acordo com dados da Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) apresentados por Goldemberg.
 
preciso fazermos esforos para melhorar a produtividade agrcola das usinas. Algumas apresentam uma produtividade muito boa, mas, em mdia, esse fator no est muito bom, avaliou.
 
fonte:UNICA

 







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